Faça da maneira correta.
Nos dias de hoje é muito comum a utilização de provas digitais em ações judiciais, mas para que elas não sejam contestadas, precisam estar “limpas” em caso de perícia.
Recentemente, fotos da atriz norte-americana Amber Heard foram desconsideradas em processo contra o também ator Johnny Depp. Após especialistas forenses constatarem que o material em questão passou por modificações em Desktop antes do envio para um celular eles relataram que não poderiam atestar a veracidade das mesmas.
E não se engane, não é necessário nenhum CSI americano para que o mesmo seja feito por aqui. Modificações em arquivos são bem fáceis de identificar. Para que isso não aconteça com as suas provas advindas do aplicativo, que muitas vezes podem ser as únicas, tomem os devidos cuidados:
- Printe todo o contexto da conversa e não só a parte que interessa. É importante para o juiz saber onde tudo começou e como terminou.
- Não faça nenhum tipo de alteração em seu telefone, como apagar mensagens ou contatos.
- Imprima tudo e documente em ata notarial. No cartório o tabelião, dotado de fé pública, registrará com detalhes todo o conteúdo apresentado, o impresso e o digital e ao final irá assiná-lo.
- Outra opção, essa um pouco mais burocrática, envolve um especialista em forense digital. Neste caso, o perito usa ferramentas específicas para fazer a duplicação dos dados dentro do dispositivo e analisá-los de modo seguro.
- Armazene os dados em nuvem ou HD externo e, muito importante, faça cópias.
- Faça também o backup da conversa através do próprio aplicativo.
Vale lembrar, não há lei que garanta a utilização dessas provas pelo juiz, mas fazendo desta forma as chances de validá-las são grandes.
Em caso de dúvidas procure um advogado.
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